Este blog pertence à Comunidade São José (Centro), de Santa Cruz do Sul (RS). Pretende ser um instrumento de evangelização, promovendo um maior conhecimento da figura e da missão de São José e apresentando temas e reflexões sobre aquele a quem Deus “confiou a guarda dos seus tesouros mais preciosos”. Que o bom São José defenda a Santa Igreja de toda adversidade, ampare especialmente a nossa Comunidade e estenda sempre sobre cada um de nós o manto da sua poderosa intercessão!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

SÃO JOSÉ, REFÚGIO DOS PECADORES



22 DE MARÇO

- SÃO JOSÉ, REFÚGIO DOS PECADORES -


IDE, PECADORES, A JOSÉ!

Sim, podemos também dizer de São José como de Maria:

- Refugium peccatorum, refúgio dos pecadores. Não foi ele, de certo modo, participante da obra da Redenção? Quem salvou das mãos de Herodes Aquele que nos devia salvar? Quem sustentou e alimentou com o trabalho, fadigas e o suor do rosto o Filho de Deus baixado à terra para nos remir? A Rainha, Mãe e refúgio dos pecadores, não há de ter associado à sua obra de misericórdia aquele que com Ela sofreu com Jesus e por Jesus pelos pecadores? Deus, escreve Santa Teresa, fez São José o plenipotenciário, o tesoureiro geral para aliviar e socorrer as almas em todas as suas necessidades! Quem é mais necessitado e miserável que o pecador? Aos pecadores, sim, haveríamos de recomendar: Ite ad Joseph! Ide a São José!. Nunca vos desespereis da salvação de vossa pobre alma, porque jamais se devia dizer que quem confia em São José fosse desamparado. Lembremo-nos daquela cena impressionante da Bíblia. José do Egito havia se revelado aos seus irmãos. E estes que o tinham vendido e maltratado, aflitos e medrosos, sentiram-se acabrunhados na presença do irmão vice-rei do Egito e no fastígio da glória. José, comovido e cheio de bondade, os acolhe.

“Disse aos seus irmãos: Eu sou José. Vive ainda meu pai? Não podiam responder seus irmãos, possuídos de excessivo terror. Aos quais disse ele com clemência: Chegai-vos a mim, eu sou, disse, vosso irmão a quem vós vendestes para o Egito. Não temais me terdes vendido, porque para vosso bem me mandou Deus adiante de vós para o Egito” (Gênesis, c. XLV, v. 3 a 5).

Com maior benevolência e misericórdia São José acolhe e recebe os pecadores arrependidos que atraiçoaram e venderam, como Judas, ao seu Filho Divino Jesus Cristo.

Não tenhamos receio. Vamos a São José e ele nos alcançará de Deus o perdão e a misericórdia. O Santo Esposo de Maria é também seguro refúgio dos pecadores. Por que a Santa Igreja glorifica tanto a São José senão porque deseja, como solícita e carinhosa mãe, multiplicar os meios de salvação para seus filhos? Os irmãos de José, apesar do crime cometido, encontraram o perdão, clemência e acolhimento junto do irmão, e toda a sua felicidade e de toda a família veio de terem ouvido aquela voz do Egito: Ite ad Joseph! Ide a José!. Os pecadores, nesta hora de fome e de miséria espiritual que vivemos, só têm um refúgio e um recurso: recorrer a São José! E por José irão a Maria e por Maria a Jesus.


NOSSA SALVAÇÃO EM VOSSAS MÃOS!

Nossa salvação está nas vossas mãos – Salus nostra in manu tua est -, diziam os egípcios ao vice-rei José. Ao Esposo de Maria Santíssima, Refúgio dos pecadores, não podemos dirigir súplica mais necessária e mais angustiosa: São José, a salvação de nossa alma está nas vossas mãos!

Quando Jesus Menino entra no Egito, caem os ídolos, os oráculos se calam, o pai da mentira foi encadeado. A vitória do Salvador sobre o inferno fora alcançada nos braços de São José, ou sob a proteção paternal do Pai adotivo de Jesus. Os ídolos dos pecadores, suas paixões e preconceitos, nossos pecados não serão vencidos e derribados sem o poder misericordioso do nosso divino Redentor, pela proteção, amparo e intercessão de São José. O inferno, diz o Pe. Huguet, tem horror de uma alma verdadeiramente devota de São José (‘Pouvoir de Saint Joseph’). Onde se encontra esta devoção pode-se ter confiança, nem tudo está perdido. Recomendemos a devoção a São José aos pobres pecadores. Tem-se visto tantas e maravilhosas conversões de pecadores mais endurecidos, só porque às vezes conservaram alguma pequena prática de devoção ao Santo Patriarca.

Servus Mariae non potest perire – O servo de Maria não pode perecer, escreve São Bernardo. O servo de José também não pode se condenar. Recomendemos muito os pobres pecadores à proteção de São José e esperemos confiantes. Mais cedo ou mais tarde ele os há de converter. Os gentios, no desejo ardente de conhecer a Jesus, recorriam ao apóstolo São Felipe: Domine, volumus Jesum videre – Queremos ver a Jesus. Ó, os pecadores também recorram a São José: Domine! Ó Senhor do meu Senhor! Queremos ver Jesus! Queremos amá-lo e servi-lo até a morte. E confiantes esperem, não serão desiludidos em sua confiança. Ninguém recorre a São José, sobremaneira pedindo a graça da salvação eterna, e deixa de ser atendido. Aqui é que verdadeiramente se pode exclamar: “Lembrai-vos, ó São José, que nunca se ouviu dizer que quem recorreu à vossa proteção e implorou a vossa misericórdia foi desamparado por vós”. A uma santa alma favorecida de revelações do céu, conta o Pe. Huguet, disse Nossa Senhora um dia: Minha filha, no dia do juízo, quando todos os homens forem julgados, os infelizes condenados ao inferno hão de lamentar amargamente não terem conhecido quanto a proteção de São José é eficaz e poderosa, e como poderiam se salvar por esta devoção. Eu vos asseguro, minha filha, repetiu Maria, São José meu Esposo é um dos santos mais poderosos e favorecidos de Deus para alcançar misericórdia para os pecadores e apartar os castigos da Divina Justiça.


EXEMPLO

- Boa inspiração -

Um jornal católico de Turim, “A Semana”, narrava em Março de 1863 esta graça de São José:

Uma mulher piedosa tinha uma filha que em nada edificava as irmãs. Leviana e cheia de mundanismos perigosos, ia a jovem pelo mau caminho. A mãe, aflita, cada vez que se lhe apresentava a oportunidade ia a uma igreja ao altar de São José e, entre lágrimas, suplicava a conversão da filha. Um dia teve a inspiração: “E se eu desse àquela doidivana uma pequenina imagem de São José? Talvez ela não a aceite. Pode rasgá-la. Em todo caso, experimento”.

Levanta-se cheia de confiança. Na primeira livraria ou bazar escolhe uma bela estampa do Santo Patriarca. No quarto da filha, ausente, coloca a estampazinha entre os livros de estudos da moça. Esta, ao voltar, pergunta curiosa: “É interessante... achei entre os meus livros uma bela estampa de São José... Não sei o que fazer... Donde veio?”.

Ninguém lhe responde. Calou-se, voltou para a mesa e pôs-se a contemplar a pequenina imagem. Achou-a tão bonita! E uma impressão qualquer passou-lhe pela alma. Sentia dentro de si algo de estranho. Contemplava sem cessar a imagenzinha de São José. Depois, lê no verso uma oração impressa. Lê e reza, também. Há quanto tempo não rezava! Depois... foi uma torrente de lágrimas de dor e arrependimento de tantos pecados e leviandades. A mãe a foi encontrar assim, transformada miraculosamente em um instante. Após a conversão, tornou-se um modelo de piedade e modéstia, e a edificação de todos.


Uma bela conversão devida a São José.

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